Em bom português: mudam as moscas… (por Dino Barbosa)

Afinal, o Governo grego sempre pediu a extensão do prazo do seu “acordo de empréstimo”. Digo “acordo de empréstimo” porque, estando o país falidérrimo, o sr. Alexis Tsipras não quer ouvir nem pronunciar a palavra “resgate”. E nós, claro, fazemos-lhe as vontades. Outra palavra de que o sr. Alex não gosta de ouvir, é “Troika”.…

Fazer jornalismo é dar opinião. (por Frederico Duarte Carvalho)

(Contributo para um eventual 4º Congresso dos Jornalistas Portugueses) Um dos dogmas que assombra a profissão de jornalista é o facto deste não poder dar uma opinião enquanto informa. E quando se diz opinião, está-se a falar em factos que podem induzir a uma determinada conclusão opinativa. A dita isenção do jornalista deve ser clara…

Acordem Porra! (por Carlos Paz)

Vivemos num MUNDO DE LOUCOS! Somos geridos por um conjunto de políticos profissionais e funcionários superiores que se regem por princípios INDIGNOS. São pessoas para quem a sua agenda pessoal (de poder e financeira) se sobrepõe a tudo e a todos: – Vendem, em cada instante, a sua opinião a quem mais pagar para a…

Callcenter – Um operário em Construção (por Paula Gil)

Comecei a trabalhar, num callcenter, na linha da NOS em Setembro de 2014. Fui contratada pela EMPRECEDE, uma empresa fantasma com o único objectivo de servir de intermediário à Teleperformance no recrutamento de recursos humanos. Uma empresa com 7000€ de capital social e mais de 1000 trabalhadores – bem mais de 1000 trabalhadores.  Os dias…

O 25 de Abril e o Syriza. (por Vasco Lourenço)

A vitória do Syriza na Grécia está a desencadear reacções divergentes como há muito tempo não se verificava na Europa. Por um lado, os que se congratulam com a vitória, desde aqueles que quase a assumem como sua aos que a olham com simpatia e esperança. Querem o sucesso do Syriza e dos gregos, prontificam-se…

Querido governo (por Anabela Ferreira)

Deixo-te a minha oração ao levantar o pé quando subi para a manga de um avião na minha Portela, hoje porta de um país devastado, sem alegria, sem Carnaval, onde não quero estar, onde me vejo grega para ser quem quero, onde até o amor é uma obrigação para pagar dívidas, onde não quero pagar…