Actualizámos o site. Não baixámos a cabeça.

Durante anos disseram-nos que o jornalismo independente estava condenado a viver como aquelas lojas de bairro que sobrevivem com fita-cola na montra e uma extensão eléctrica a atravessar o chão. Bonito para a fotografia nostálgica. Inútil para o futuro.
Pois bem, o NotíciasOnline acaba de lhes estragar a narrativa.
O site foi reconstruído de raiz. Sem truques de maquilhagem digital, sem “rebranding” vendido em powerpoints por consultoras que cobram à hora como escritórios de advogados da Avenida da Liberdade. O que havia era um problema concreto, um jornal que cresceu, um arquivo com anos de trabalho e leitores que já não vivem agarrados ao computador da sala como em 2013.
Resolvemos o problema.
Hoje o NotíciasOnline está mais rápido, mais limpo e finalmente legível num telemóvel sem obrigar ninguém a fazer zoom como quem tenta decifrar uma cláusula escondida num contrato bancário. Os colaboradores aparecem com o destaque que merecem. O arquivo continua lá. Intacto. Porque apagar o passado é um vício de regimes inseguros e de administrações em pânico. Nunca foi o nosso.
E não, a mudança gráfica não significa mudança de coluna vertebral. Sabemos que há quem espere isso sempre que um projecto independente mexe na casa. Em Portugal, há uma espécie de superstição de tasca segundo a qual qualquer modernização vem acompanhada de domesticação. Como se bastasse mudar a mobília para mudar a espinha.
Não mudou.
Continuamos exactamente onde sempre estivemos, independentes, sem dono político, sem ajoelharmos perante governos, partidos ou empresários que confundem publicidade com silêncio comprado. Sabemos que isso incomoda. O que não entendemos é a surpresa. Ao fim destes anos, já deviam ter percebido ao que vimos.
Estamos no mesmo endereço.
Porque há coisas que mudam de pele e há outras que continuam a morder.
Redacção NotíciasOnline
