Hospital Amadora Sintra sem cadeiras de rodas

Desloquei-me ontem ao hospital Amadora Sintra com a minha mãe, de ambulância, para uma consulta de cardiologia. Só se desloca para consultas e exames de ambulância. É portadora de várias doenças, nomeadamente tumor no pulmão para o qual fez radioterapia que o estagnou mas agravou as dificuldades respiratórias e o inerente cansaço. Teve um enfarte…

A selva laboral dos nossos dias

Vivem-se hoje momentos muito difíceis para quem vive do seu trabalho, e os que se avizinham serão decerto ainda piores. Para além dos inúmeros despedimentos já anunciados e de toda uma série de outros abusos (como, por exemplo, os processos de lay-off efectuados à margem da lei, antecipando futuros despedimentos, a imposição de “adendas” aos contratos aumentando…

Está-me a falhar qualquer coisa…

Gosto de observar e ouvir. Aprendo. Ou deliro. 1) Ouço avidamente quem sabe pensar criticamente e bolso a malta dos “cultos”, cuja única preocupação não é ouvir antes sim regurgitar bílis. Mas a sua dor, raiva e insubmissão também me faz sentido. São insubmissos aos governos e ao status quo e submissos ao culto. Contradição nos termos. Porque…

As juntas médicas de faz de conta

O que vou contar passou – se comigo hoje  numa junta médica da Segurança Social, em Lisboa na Av. 5 de Outubro. À entrada uma fila enorme, onde chamavam os doentes de acordo com a hora marcada. Lá dentro não havia qualquer tipo de triagem, nem medição de temperatura ou obrigatoriedade de desinfeção das mãos…

Vamos roubar e aproveitar enquanto pudermos. E o VAR.

Há poucos dias celebrou-se o dia da queima de livros em Berlim, momento que nos recorda um dos piores dias de consciencialização sobre o que aí vinha para a humanidade.  Há poucos dias celebrou-se a queda do muro de Berlim fazendo “cair” uma guerra fria que dura até hoje sob novas formas.  Hoje celebramos o…

Artivismo político. Receita de mulher a levedar

“May be the first woman but will not be the last” Kamala Harris Amasse a massa. Espalhe farinha de fé e esperança. Ensine como separar a massa das trevas azedas. Cozinhe em fogo alargado ao amor. Deixe a luz entrar sem medida. Não deixe mãos sujas tocar-lhes a alma da massa. Apenas o toque do…

Empacotar e sair. Foste despedido!

A história breve de um personagem Shakespeareano, o Renegado A cena tem a Casa Branca de fundo, na sala oval, um rei chora debaixo da secretária. Está a empacotar as inutilidades. Os inútensílios que trazem memórias amargamente doces de um poder que se julga não apenas grande, como eterno. Lamuria-se amargo e vingativo num solilóquio…