Drenar o Pântano
Montesquieu escreveu “todo o homem que tem poder é levado a abusar dele”, não se detendo a não ser que encontre limites.
Montesquieu escreveu “todo o homem que tem poder é levado a abusar dele”, não se detendo a não ser que encontre limites.
Como já tive, por diversas vezes, oportunidade de salientar, as chamadas “reformas laborais” defendidas e implementadas para servir os interesses do grande capital financeiro têm, nos últimos 40 anos, assentado sempre numa dupla lógica (cujos termos, porém, são sempre convenientemente apresentados com a natureza de “medidas de carácter técnico” e de postulados indiscutíveis e que, por isso, não poderiam nem deveriam ser debatidos)
Cuidado com os falsos profetas. João Galamba por mais entrevistas que dê sobre a questão dos combustíveis não faz parte da solução, faz parte do problema. O governo recusa um direito constitucional e recusa garantir a tranquilidade da população com um mesquinho objectivo político e eleitoral.
Os comunistas comiam criancinhas ao pequeno-almoço. Os neo-liberais selvagens comem-nos todas as refeições, tornam-nos mesquinhos e divididos. Mais, ficamos todos transparentes.
Para nós, cidadãos, constitui um direito, e até mesmo um dever cívico, não nos esquecermos de tudo isto, nomeadamente quando formos chamados a votar…
Há algum tempo um Amigo meu comentava recorrentemente que os trambiqueiros, entenda-se por trambiqueiros os chamados criminosos de colarinho branco, só eram apanhados quando e porque se começavam a sentir indestrutíveis, quando e porque não sabiam parar com a “actividade de sucesso”, quando e porque começavam a ficar pouco atentos aos pormenores, aos detalhes e, lá está, nos pormenores é que está o Diabo.
Por que razão hão-de ter privilégios especiais – ou quotas – os ciganos, os pretos, os Sírios refugiados, os gays ou os trans que querem direitos iguais?
Por uma razão muito simples. Pretos e ciganos venham de onde vierem andam há séculos a ser discriminados e excluídos. Sem terem a oportunidade para provar, mostrar e aplicar o mérito que têm.
Começa aqui a bestialidade do legislador que resolve caracterizar com um autocolante uma viatura e depois tem a distinta lata de lhe chamar descaracterizada… Burros!
Cada dia se torna mais claro – inclusive já também para alguns daqueles que disso inicialmente discordavam – que vivemos hoje uma situação extremamente grave do ponto de vista democrático
Permitam-nos os leitores a liberdade de expressão que iremos usar ao afirmar que ficámos na dúvida se foram os The Spell que fizeram a abertura do espectáculo de Júlio Iglésias ou se terá sido Júlio Iglésias quem fez o encerramento do espectáculo dos The Spell.