Este é o dia da Victória na Europa – 8 de Maio de 1945, dia em que o Exército Vermelho ( sim, os Russos, sobretudo) e as forças aliadas derrotaram os nazis.
Não podemos esquecer o que o homem fez e não pode nem deve repetir, mesmo que o mal tenha deixado ovos espalhados que hoje saem da casca, atrevidos.
Mas pensam que o homem ouve e vê? Claro que não.
Todo o mal parecia não ser suficiente. A II Guerra Mundial termina oficialmente quando a América dos estados unidos deixa cair de propósito duas bombas atómicas sobre Hiroshima e Nagasaki, a 6 e a 9 de Agosto de 45, quando os Japoneses já estavam derrotados, não ofereciam perigo e nada o justificava. Devastador para milhões de vidas. E vergonha alheia.
Como vingança por Pearl Harbour ( ?). O mal continuava. Só mudava a bandeira.
Portugal sob a batuta salazarenta, “neutro”, aos nazis enviou rações e outras munições enquanto morria de fome,miserento. Com a revolução dos Cravos chegou a Liberdade, a Educação e o SNS e o fim de quinhentos anos de colonialismo.
Para a Europa veio o plano Marshall, a guerra fria, vieram as independências das colónias africanas detidas pelos impérios europeus, a União Europeia, a NATO, e finalmente o capitalismo selvagem e predatório de Thatcher e Reagan e a corrupção como modo de vida.
Apareceram os computadores e com eles a vida online.
Veio o 11 de Setembro, dia que o mundo desmoronou, o big brother nasceu oficialmente, veio o “crash” da bolha, quando todos percebemos que os bancos ( o dinheiro) são prioridade sobre os humanos.
O novo mundo passou a dominar, a fazer novas guerras, a invadir e a capitalizar com as novas migrações e repetidas mentiras, até chegar o feudalismo da tecnologia que domina. Logo as castas mais ricas ficaram ainda mais ricas, com papéis no Panamá, como um fato excêntrico do Met gala nisso.
O pobre está cada vez mais roto e nu com as partes pudendas expostas e compra na loja dos quinhentos. Ser famoso e influencer passou a ser sinónimo de poder.
Esconder a idade com botox e remover banhas com ozempic para parecermos deuses no Olimpo, o novo estilo de vida.
Chegou uma pandemia e o isolamento social imposto, o entretenimento burro e decadente. Chegaram as vacinas do descontentamento, de efeitos secundários desconhecidos e divisões acentuadas pelo novo experimento.
Sem esquecer os ódios e o racismo cada dia mais prementes, preocupantes e desumanizantes. Como num passado recente.
Quase parece que estamos sempre saudosos de tragédias…
Um psicopata pantomineiro emergia a mandar-nos beber lixívia e a querer conquistar o mundo, como o nazi suicidado em 45.
E nós bebemos, cansados, desamparados, adormecidos, embrutecidos que estamos, em tempos de paz…
Agora ainda mais pobres porque finalmente com as portas escancaradas à AI – Almost Inteligent vida artificial que levamos, num planeta onde as guerras vão continuar. Na luta quiçá por uma medalha, trono, prémio e conta bancária, para sustentar os detentores por várias reencarnações nas colónias em Marte, com humanos jovens e eternos. Mas só uns escolhidos.
Tudo se resume ao poder. E a controlar o Zé de ninguém – que só quer paz e sossego.
O controlo atinge-se por meio de mais guerras ( em África são impostas desde as independências), genocídio, novos holocaustos em Gaza, divisões e mentiras, incluindo a destruição da vida no planeta.
É isto! Desde que nós primatas mamíferos nos erguemos nas quatro patas.
O macaco vai nu. Somos a obsolescência programada de uma espécie.
Peço desculpa, em tempos de suposta paz, por fazer um resumo das conquistas da guerra seguinte iniciada em 1945, a 8 de Maio, com um ar sombrio, enquanto bebo rum, destilado pelos novos escravizados de Cuba, imposto que lhes foi um bloqueio obsceno, como no Irão.
Afinal só passaram 80 anos, o tempo de vida de um homem saudável. Coisas boas têm sido muitas. Nos meus sessenta sou testemunha do bom e do pior.
Sobretudo a qualidade de vida do Zé de ninguém – essa melhorou, se contarmos com a temu, a shein o poliéster e o telemóvel último grito feito no chinês.
Ou o acesso à saúde e a educação para as quais em breve, a continuar assim e se continuarmos a defender os indefensáveis, será preciso vender um rim.
Ou deixar de beber rum. Ainda não decidi…
Um beijo de língua ao dia de celebração. Celebro as muitas línguas do Universo descoberto com o final da II Guerra Mundial. As línguas humanas que fazem a vida valer a pena.
Anabela Ferreira


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