O que fica nos livros
Uma mancha de sangue na página 68, a meio do texto sobre a palavra “vulnerável”, esbatida. Com o tempo, o vermelho foi desaparecendo até se imortalizar numa espécie de bordéus ressequido. Uma pincelada, apenas. Um borrão. Alguém que sangrou do nariz e terá passado um dedo desatento pela leitura? Um espinho de rosa que picou…






